O Que é Economia Compartilhada/Consumo Colaborativo? Descubra TUDO Nesse Post!

Ainda que você nunca tenha ouvido falar em economia compartilhada, bem provavelmente você já utilizou algum serviço que tem como base esse novo modelo de consumo, em que a experiência - com uma baita ajuda da tecnologia - vale mais do que a posse.

O Aloogie é um desses serviços! Experimente a nova tendência através de um aplicativo de economia compartilhada.

Mas afinal, o que é esse conceito e quando de fato ele começou a ser utilizado? Explicamos tudo a seguir e também separamos alguns exemplos de soluções no Brasil e no mundo.

O conceito de economia compartilhada

De acordo com nossas pesquisas, o termo começou a ser utilizado depois de 2008, quando os Estados Unidos viveram uma imensa crise econômica, decorrente da falência de um dos principais bancos do país e, posteriormente, ao rompimento da bolha imobiliária norte-americana.

Nessa época, o mundo começou, ainda que a passos lentos, a perceber que o modelo ultracapitalista que estávamos seguindo estava com problemas e poderia ter chegado a um limite insustentável, prejudicando severamente o meio ambiente, as relações de mercado e a qualidade de vidas das pessoas, de modo geral.

Com um empurrãozinho da consciência sobre o meio ambiente - afetado pela produção desenfreada de lixo, poluição, desmatamento, queimadas e o fatídico aquecimento global -, a recessão global e o avanço da tecnologia, acredita-se que o sentido de comunidade começou a passar por um certo processo de reciclagem e redefinição.

E o que é então a economia compartilhada?

Bom, agora que você já capturou um pouco do contexto do surgimento do conceito de economia compartilhada, já está apto a entender que, basicamente, a economia compartilhada é uma tendência que promove divisão de um serviço, ou até mesmo de um produto, sem que haja a necessidade de adquiri-lo de fato, indo de encontro a outras tendências tão valorizadas quanto - como a sustentabilidade citada anteriormente -, ao ajudar a frear o consumo desenfreado de bens e serviços quando eles podem, na verdade, serem usufruídos por mais de um indivíduo ao longo do tempo (e ao mesmo tempo).

Além da questão ambiental, outra questão que torna a economia colaborativa (ou o consumo colaborativo) bastante forte e bem vista, sobretudo pelas novas gerações, é o fato de o consumidor ganhar um certo papel de protagonismo nessa relação. Isso porque, normalmente, negócios baseados na economia compartilhada possibilitam a avaliação tanto do prestador de serviço quanto do cliente. Ou seja, eles são avaliados a todo momento por meio de nota, comentários, ranking, e por vezes, gorjetas.

Economia compartilhada no Brasil

Temos números para mostrar o quanto essa tendência está forte e bem apreciada pelos brasileiros. Em 2018, a CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e o SPC Brasil (Serviço de Proteção de Crédito) resolveram fazer um levantamento em todas as capitais do país para ter ideia da impressão das pessoas sobre os novos modelos de negócios baseados na experiência de consumo colaborativa.

Um dos principais destaques desse levantamento é que - incríveis - 89% dos entrevistados afirmaram que ficaram muito satisfeitos ao experimentarem alguma modalidade de consumo colaborativo, contra ínfimos 2% de insatisfeitos e 9% de indiferentes.

Além disso, para 81% das pessoas, a economia colaborativa torna a vida mais fácil e funcional e 71% acham que possuir muitas coisas em casa mais atrapalha do que ajuda.

Exemplos de economia compartilhada

Provavelmente este é o ponto que te interessa de fato: saber quais negócios se adequam à chamada economia compartilhada para concluir se entendeu de fato do que se trata essa tendência.

Pois bem. A seguir daremos seis exemplos de empresas ancoradas nessa tendência impulsionada pelos avanços tecnológicos.

Vamos lá?

1) Uber: Se você mora em uma média ou grande cidade, ou já viajou para uma, provavelmente já utilizou o app da Uber. Presente em mais de dez mil cidades do mundo, entre as quais 131 brasileiras, a Uber é o principal exemplo de economia compartilhada. A empresa é a maior em mobilidade sob demanda do mundo e ajuda usuários a se locomoverem com a ajuda de motoristas parceiros.

Atualmente, a Uber oferece opções de viagem, serviço de delivery de comida, também sob demanda, e ainda caminha para ser referência na tecnologia de carros semiautônomos e de transporte aéreo urbano com o intuito de possibilitar a entrega de produtos de forma mais rápida e econômica.

2) iFood: O iFood é o principal serviço de entrega de comidas do Brasil e se baseia também no cadastramento de "motoristas" parceiros, com a diferença de que os entregadores da plataforma utilizam outros meios de transporte, como bicicletas e motocicletas. Esses são responsáveis por entregar os produtos demandados pelos clientes junto a restaurantes e outros estabelecimentos das redondezas.

Isso porque, assim como a Uber, o iFood tem variado seu portfólio de negócio e atualmente também entrega pães, hortaliças, itens de limpeza, carnes, entre outros itens. Ao todo, o iFood entrega mais de R$ 39 milhões pedidos por mês, tem mais de 200 mil restaurantes parceiros e mais de 150 mil entregadores ativos.

3) Airbnb: Na era pré-Airbnb, pousadas, hotéis e hostels eram as únicas formas de se hospedar, mais isso mudou com a chegada da plataforma, que conecta donos de acomodações (vazias ou ocupadas) a pessoas interessadas a pagarem o que podem para ter um lugar para se sentir em casa enquanto viajam para lazer ou trabalho.

No momento, o Airbnb está disponível em mais de 191 países e tem uma política de priorização de anfitriões que realmente estejam atentos a acolher os hóspedes.

4) DogHero: Outra empresa brasileira presente nestes exemplos é a DogHero (a Uber e a Aibnb têm sede nos EUA). O DogHero é uma plataforma que é utilizada por mais de 18 mil pessoas que oferecem hospedagem, creche ou petsitter enquanto o dono precisa ir trabalhar, viajar ou ficar fora de casa.

No momento, a DogHero está presente em 68 cidades brasileiras e cobre eventuais despesas com veterinário durante a prestação da hospedagem, além de oferecer suporte para qualquer necessidade antes, durante e depois do serviço.

5) BlaBlaCar: A BlaBlaCar é a líder de caronas de longa distância no mundo. A empresa nasceu da própria dificuldade do seu idealizador, Frédéric Mazzella, de visitar sua família no interior da França (ele estudava nos Estados Unidos), por conta do esgotamento das passagens de trem e pelo fato de não possuir um carro.

Ao pedir sua irmã para ir lhe buscar, e perceber o grande número de pessoas dirigindo sozinhas, ele teve o insight, junto a dois amigos, de criar uma solução para conectar milhões de viajantes com o mesmo destino.

Aqui no Brasil, a BlaBlaCar chegou em 2015 e já tem mais de 5 milhões de usuários do país verde e amarelo (números de 2019). Nesse ano, a empresa contabiliza 30 milhões de lugares de caronas oferecidas, conectando 40 mil pares de cidades, como São Paulo X Rio de Janeiro; Rio de Janeiro X Vitória; Recife X João Pessoa; Florianópolis X Joinville; São Paulo X Curitiba, e assim por diante.

A BlaBlaCar também se orgulha do seu impacto social de criar laços entre as pessoas através dessa forma de viajar e também a redução de CO² na atmosfera.

6) Grow Mobility - Apesar de não estar passando por um momento favorável, uma vez que teve que pedir Recuperação Judicial para não falir, é muito importante citar a disrupção na mobilidade urbana provocada pela Yellow e pela Grin no Brasil - grupos brasileiro e mexicano, respectivamente, que se uniram em seguida para dar vida à Grow.

Isso porque, até então, essa micromobilidade só era viável através do convênio de cidades com algum banco ou plano de saúde, por exemplo.

A Yellow foi criada em 2017 e implementou o modelo de micromobilidade com patinetes elétricos e bicicletas, com atuação em 17 capitais brasileiras. Depois da crise, que seria agravada pela pandemia da covid-19, ela encerrou em janeiro de 2020 a operação em 14 dessas cidades e continuou operando apenas em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba. Mas essa operação só sobreviveu até março, quando também anunciou o recolhimento de seus equipamentos nas três capitais brasileiras e segue sem previsão de voltar a operar.

A Grin, antes da fusão, oferecia apenas patinetes elétricos. Assim como na Yellow, o usuário precisava criar conta num app, cadastrar um cartão de crédito, e se dirigir até uma estação que tivesse equipamentos disponíveis para uso. Por um tempo, a Rappi também figurou como parceira da Grin.

É importante ressaltar que a Grow não foi a única a não conseguir dar continuidade à micromobilidade no Brasil com bicicletas e patinetes. Outras empresas, como Uber e Lime também não encontraram uma forma de manter a viabilidade do negócio e encerraram as operações, deixando o espaço para o surgimento de novas iniciativas que esperamos – e torcemos - que sejam bem-sucedidas e para o benefício de todos.

Percebeu o que essas empresas têm em comum?

Todas elas tiveram crescimento praticamente meteórico – mesmo aquelas que se encontram em dificuldades financeiras atualmente -, por terem "inovado" o seu segmento de atuação, e promoverem o compartilhamento de um serviço mediado por tecnologia e com ampla possibilidade de avaliação - que é algo que democratiza a prestação de serviço e, conforme já dito anteriormente, empodera o consumidor.

Modalidades de consumo colaborativo mais utilizadas

Você viu acima algumas das principais empresas - estrangeiras e nacionais - que representam bem o conceito de economia compartilhada. Mas quais serão as modalidades de consumo colaborativo mais utilizadas pelas pessoas? Essa questão também foi respondida pela pesquisa da CNDL em parceria com o SPC Brasil.

Segundo o levantamento, as caronas para locais como trabalho, faculdades e viagens (41%) dominam o ranking de utilização dos entrevistados. Outra que teve bastante destaque foi o aluguel de casas ou apartamentos de terceiros para pequenas temporadas (38%), seguido de perto pelo aluguel ou compartilhamento de roupas (33%).

Também aparecem no ranking as bicicletas compartilhadas em vias públicas (21%), os financiamentos coletivos (16%), o compartilhamento de espaço de trabalho, como coworking (15%), aluguel de brinquedos (15%) e o compartilhamento de moradias (15%), também chamado de "república" ou cohousing.

Economia compartilhada é inovação?

Sim (claro) e não. Não se pensarmos que essas relações compartilhadas já existiam. Entretanto, a forma em que elas acontecem atualmente, em escala global e de forma simultânea e facilitada, é o que dá à ela seu lugar de destaque.

Mas a economia compartilhada terá lugar no futuro?

É sempre difícil prever o que pode acontecer no minuto seguinte - a pandemia do novo coronavírus que o diga. Mas é muito provável que sim: a economia compartilhada chegou para ficar.

Diferentemente de antes, quando as marcas eram as protagonistas das relações de consumo - relação essa que era unilateral e impositiva -, hoje em dia as pessoas valorizam muito a experiência acima do consumo em si.

Lembra daquela pesquisa citada lá em cima? Então. Ela também quis saber dos entrevistados sobre a percepção deles para um futuro próximo e/ou distante. Nove em cada dez dos entrevistados acreditam que a economia compartilhada é uma prática que vem ganhando mais espaço na vida das pessoas. Por isso, 68% deles creem que, até o final deste ano (2020) estarão incorporando definitivamente esta nova forma de consumir no seu dia a dia. Ou seja, estão muito otimistas sobre a penetração da economia compartilhada na posteridade.

Isso significa então que estamos menos consumistas?

Não necessariamente. A diferença é que agora consumimos sem ter a necessidade de ter, comprar, acumular, comprometendo espaço e recursos que na verdade servem para acumular novas experiências.

Pesquisas comprovam também que as novas gerações estão menos preocupadas em acumular patrimônio, como carros e casas, e usam mais seu dinheiro para investir em educação, viagens, lazer e na carreira profissional.

A economia compartilhada vai quebrar a forma tradicional de consumo?

Provavelmente também não. Assim como outras tendências, as quais os “gurus futurísticos” diziam que se sobreporiam a outras, mas, no fim das contas, andam hoje de mãos dadas, é possível que o mesmo aconteça com as relações de consumo.

Isso porque enquanto novas empresas com base em serviços compartilhados nascem, oferecendo soluções tecnológicas, rápidas e eficazes para gargalos não observados ou não levados em conta pelos negócios tradicionais, as empresas conservadoras tendem a dar pequenos passos que as façam andar lado a lado ao novo normal.

Para finalizar, que tal experimentar um aplicativo onde você pode alugar de tudo para ver como funciona a economia compartilhada na prática?

Depois nos conte o que achou do conteúdo e do app! :) Até a próxima.