11 serviços para alugar roupas, brinquedos, ferramentas e muito mais

Por que comprar coisas que você vai usar poucas vezes na vida (às vezes apenas uma vez), se você pode alugar?

Se a economia gerada por esse raciocínio e também o fato de não criar uma pilha de coisas inúteis na sua casa faz sentido para você, parabéns. Você é uma pessoa que vive e respira a economia compartilhada

Se não entendeu, não se preocupe. Dê uma olhadinha no artigo sobre consumo colaborativo que publicamos. Mas depois volta aqui, heim?

Alugar ou comprar?

Bom, conforme estávamos dizendo, é iminente que estamos em uma tendência de substituir as compras pelo uso. Esse hábito está envolvendo todo o mundo já há alguns anos e, de acordo com estudiosos do assunto, tem um pouco a ver com o fato de termos chegado à fase adulta dos millennials (a galera nascida entre 1981 e 1994).

Dos millennials em diante, a era do “despossuimento”, ou da “imaterialização”, ganhou força. Daí a falta de desejo de adquirir coisas e só possuir aquilo que realmente for necessário.

Hoje, os millenials representam cerca de 34% da população brasileira, o que dá aproximadamente 70 milhões de pessoas.

Os estudiosos também afirmam que a geração Y (outra forma como são chamados os millennials) valoriza o consumo consciente, porque é mais comprometida com a sustentabilidade e outras causas sociais e ambientais.

Economia da locação nas empresas

Voltando à questão do compartilhamento de bens, nossa nova tendência de mercado já tem moldado a oferta das grandes corporações.

Quem não se lembra que em janeiro deste ano a montadora francesa Renault anunciou o lançamento de um serviço de assinatura de veículos no Brasil? Pois é. Aconteceu.

Mas a verdade é que o anúncio da medida não foi, em si, uma novidade, uma vez que as concorrentes Volkswagen e Toyota oferecem programas similares. A grande questão é que o gesto da Renault consolidou de vez que o aluguel chegou para ficar e para muito além dos tradicionais casa e carro.

O mercado já trabalha com vários outros serviços baseados no comportamento colaborativo.

A Housi oferece apartamentos mobiliados, com limpeza e manutenção inclusos, que podem ser assinados pelo prazo que o usuário desejar sem as burocracias de um aluguel tradicional. Por burocracia entende-se sem fiador e multa de rescisão. 

A ZiYou oferece aluguel de equipamentos de ginástica, também por assinatura. Ela foi fundada pelo mesmo criador da Netshoes, Marcio Kumruian, e mira naquelas pessoas que têm interesse em fazer uma atividade física sem ir na academia (que maravilha!) e sem precisar gastar muito dinheiro com a compra de equipamentos próprios para treinar.

Outro exemplo no mundo corporativo é a Ustyle, que opera como uma espécie de closet externo. Essa empresa oferece aluguel por assinatura de roupas por até 20 dias. Depois disso, o usuário pode devolver e escolher novas peças para o próximo período.

O que alugar para ganhar dinheiro?

Sem mais delongas, nessa altura do campeonato você já deve ter entendido que o céu é o limite para a era do compartilhamento e do aluguel.

E se ainda acha que você não tem nada que possa alugar, provavelmente está se enganando. Inclusive, postamos aqui no blog um guia com várias opções de coisas que você pode alugar para ganhar uma grana extra e até nos estendemos um pouco mais sobre a economia de locação.

Entre as dicas que compartilhamos estão skate, prancha, carro, instrumentos musicais, bicicletas, roupas e equipamentos eletrônicos. Sobre esse último, saiba que já até tem rede lucrando muito com o aluguel de itens como laptops, microfones e caixas de som para o setor hoteleiro.

E ferramentas então? Outro segmento que já está cheio de lojas querendo se especializar e alugar lixadeiras, furadeiras, martelos, extensões elétricas e tudo mais. Vai dizer que você não tem nada disso em casa?

Conheça agora 11 plataformas para alugar roupas, acessórios, brinquedos, ferramentas, bicicletas, barraca de acampar e até jet ski. Vem com a gente!

1 – Aloogie

Aloogie é um aplicativo que nasceu em 2021 dentro do conceito da economia compartilhada. Disponível por enquanto para a Android, o app conecta quem quer alugar um bem para descolar uma grana com quem precisa alugar para suprir uma necessidade pontual ou contínua.

Isso vale para furadeiras, barracas de acampamento, livros, lanternas, cadeiras, malas, games, câmeras, violão, enfim. Tudo! O que torna o Aloogie útil não somente para pessoas, mas também para empresas que trabalham com o aluguel de itens, atuando como mais um canal de divulgação.

O Aloogie não é nichado, ou seja, não é somente para um tipo de segmento de itens. Cabe todo mundo no coração do app.

O time da plataforma acredita que desta maneira está colaborando para resolver problemas comuns do nosso dia a dia e ao mesmo tempo contribuindo para a diminuição do consumo desnecessário.

Para usar o Aloogie, basta baixar o app na Play Store e realizar um rápido cadastro. Daí em diante pode adicionar anúncios daquilo que quer alugar e/ou buscar os itens que você precisa e que estejam mais próximos de você e com o custo mais em conta.

O Aloogie não cobra taxa e as negociações, para definir forma de entrega, forma de pagamento, e etc., são feitas fora do aplicativo. 

A empresa também já anunciou que está desenvolvendo diversos mecanismos de segurança para a comunidade que usa o app, como chat para negociar e combinar entregas e devoluções, avaliação dos usuários e dos itens alugados, denúncia de comentários considerados impróprios e diversas outras atualizações para tornar o app cada vez mais transparente, seguro e confiável.

Que tal ir lá alugar aquele livro que você tanto quer ler, mas nada da Amazon fazer uma promoção, heim?

2 – Volume4trip

A Volume4Trip nasceu em 2018 quando a bagagem nas viagens de família cresceu consideravelmente depois do nascimento da filha do fundador, Luciano Bello.

Com os preços caros dos equipamentos para acoplar mais malas no carro, Luciano achou que seria interessante alugar itens quando não estivessem em uso. 

Atualmente, o Volume4Trip está a todo vapor e por meio dele podemos encontrar suportes para bicicletas, racks para tetos, bagageiros, suportes para equipamentos de esportes aquáticos, suportes para equipamentos de esportes de inverno, malas para bicicletas e muitas outras opções.

Pelos menos até 2020, a plataforma ficava com 30% do valor do aluguel e o dono do equipamento com os 70% restantes. 

3 – OkiPoki

A OkiPoki, empresa de aluguel de brinquedos voltada para crianças de um a três anos de idade, nasceu em 2015. Assim como Luciano, a empresária Denise Della Nina Andrade teve a ideia a partir de experiência pessoal.

Segundo ela, comprava tudo o que via para a filha, mas no fim das contas tinha gastado muito dinheiro e usava pouco. Daí o insight de desenvolver uma forma de alugar e compartilhar esses objetos com outras mães.

Além dos brinquedos, como bonecas, ursinhos, carrinhos e jogos educativos, a OkiPoki também aluga cadeirinhas para carro e para alimentação. O estoque tem cerca de 350 peças e os usuários podem ficar com os itens de 15 dias até vários meses. 

O negócio é um sucesso e a taxa de problema com os brinquedos é inferior a 2% dos aluguéis totais. Com a pandemia houve aumento da demanda e a empresária acredita que deva crescer até 50% nos próximos dois anos. Boa sorte!

4 – Spinlister

O Spinlister é um serviço de aluguel e compartilhamento de bicicletas que visa a conectar proprietários de equipamentos e pessoas ativas que procuram bicicletas para alugar. 

Também são alugadas pranchas de surf, SUP, snowboard e esquis.

A plataforma funciona em todo o mundo e tudo é feito por meio do site, do aplicativo – que está disponível para Android e iOs – ou pelos quiosques da Spinlister espalhados pelo planeta.

Na prática, basta digitar sua localização, as datas que você vai precisar do equipamento e aí conferir todos aqueles que estão próximos de onde você está. 

A reserva e o pagamento são feitos diretamente pelo Spinlister e a plataforma ainda oferece uma garantia. Os passageiros são cobertos por um seguro que engloba proteção contra roubo e  danos durante as viagens.

Para dar mais segurança ainda, o Spinlister pede verificação da conta com cartão de crédito, telefone celular, Facebook e Twitter. Dessa forma, aumenta a confiança e a segurança da comunidade.

5 – Boomerang

Esta startup paulistana, fundada em 2020 por três ex-funcionários da Grow, também nasceu com o propósito de fazer as pessoas pararem de comprar tudo aquilo que vão usar pouco. Isso inclui ferramentas, itens de jardinagem, material de festa e aparelhos de ginástica, por exemplo.

O serviço começou a funcionar em janeiro de 2020 e até o meio do ano em questão já acumulava mais de 10 mil usuários e até mesmo investidores que injetaram milhões na empresa.

Para alugar um item, a pessoa interessada na Boomerang precisa entrar no site, fazer um cadastro e selecionar o produto desejado. Após o pagamento, realizado na própria plataforma, é necessário combinar um horário para a entrega e a retirada do produto.

A diferença da Boomerang para outros serviços é que ela aluga produtos de uma rede de lojistas parceiros. 

6 – Allugator

A Allugator é outra empresa brasileira que representa bem a mudança da forma de consumo no mundo. 

Ela se posiciona como um serviço de assinatura de eletrônicos de alto valor e afirma ser a maior empresa de assinatura de eletrônicos da América Latina, ficando atrás apenas da alemã Grover.

Pela Allugator é possível alugar smartphones, smartwatches, videogames, computadores e acessórios, como fones de ouvido, por exemplo.

A assinatura pode ser de três meses, seis meses ou então um ano e exige documentos pessoais. Entre eles estão RG (a famosa carteira de identidade) ou outro documento com foto, selfie e comprovante de residência.

De acordo com a própria Allugator, para alugar os aparelhos basta acessar o site, escolher o produto, depois o período de assinatura e realizar o pagamento pela própria plataforma. Depois da aprovação dos documentos, o aparelho alugado é enviado para a casa do usuário.

7 – LOC

A LOC ajuda as pessoas a ganharem renda extra alugando suas roupas. Na outra ponta, também ajuda pessoas a encontrarem peças que combinam com certas ocasiões, sem ter que comprá-las para usufruir dos looks.

A empresa nasceu em 2017 em São Paulo por uma necessidade pessoal de Lara Tironi, uma das fundadoras. Na ocasião, Lara comentou com uma prima que queria grande variedade de looks sem ter que gastar tanto dinheiro.

De lá para cá, a empresa cresceu, ganhou novos sócios, e encontrou uma forma inteligente e sustentável de fazer as pessoas consumirem moda. Acessando. Não necessariamente comprando. 

Pela LOC é possível alugar vestidos, top, macacão, blusa, conjuntinho, roupa de inverno, calça, terno, saia, sapato, bolsa, body, macaquinho, sobreposição, chapéu, short, entre outras peças e acessórios.

Além do site, voltado ao público feminino, a LOC também dispõe de um aplicativo para Android e uma versão para iOS.

8 – Armário Compartilhado

A Armário Compartilhado aposta na economia colaborativa e no consumo consciente por meio do aluguel de vestidos e acessórios, como carteiras e bolsas. A empresa foi criada em Minas Gerais, em 2013, e pretende ser a maior rede de compartilhamentos de aluguel de vestidos do país. 

Para justificar sua existência, a Armário Compartilhado faz questão de ressaltar que sabe que muitas mulheres têm vestidos de festas, como formatura e casamento, parados no armário. Comprados na maioria das vezes a preços altíssimos. Enquanto isso, do outro lado há pessoas que querem usá-los, mas não podem ou não desejam comprar, por entender que tais ocasiões de uso são escassas. 

Mais do que uma plataforma de aluguel, a Armário Compartilhado quer ser um elo de conexão entre pessoas para gerar resultados positivos para toda a sociedade.

9 – Tem Açúcar?

Por que alugar se você pode simplesmente bater na porta do vizinho e pedir emprestado? Com esse sentimento de “volta às origens” nasceu a Tem Açúcar?

A empresa repudia nossa cultura de hiper-consumo e descarte enquanto exalta a colaboração e o compartilhamento das coisas, gerando um impacto socioambiental positivo. 

Por meio da Tem Açúcar, que possui aplicativos para Android e iOS, você pode buscar o item que está precisando. Depois, a partir da sua localização, o aplicativo vasculha a vizinhança atrás de quem pode ter aquilo que você precisa. Uma furadeira ou uma barraca de acampamento, por exemplo.

Em seguida, é só combinar as condições do empréstimo e, por fim, avaliar sua experiência para ajudar os próximos usuários do serviço. Não é incrível?

10 – Comprar Pra quê?

Patinete elétrico, secador de cabelo, medidor de pressão arterial, máquina de fazer massa, aparelho para abdominal, videogame, massageador de pés, saco de pancada, monitor de computador e até mesmo jet ski. Tudo isso pode ser alugado por meio do Comprar Pra Quê?, uma empresa capixaba que estimula o aluguel em vez da compra.

Para alugar algo pela plataforma, você precisa se cadastrar, procurar pelo item, selecionar os dias e então realizar o pagamento pelo site, via PagSeguro, PIX ou PicPay. Depois, só combinar o melhor horário e local. 

Assim como as demais empresas, a Comprar Pra Quê? também tem como missão fazer do mundo um lugar mais sustentável por meio da redução do consumo de recursos e do descarte de materiais. 

11 – Prete

O Prete é outra plataforma de compartilhamento de objetos. Ela se dispõe a possibilitar emprestar ou pegar emprestado qualquer objeto, fazendo com que os usuários economizem tempo, dinheiro e espaço.

A plataforma, que também tem um aplicativo, recomenda que a retirada e a devolução sejam realizadas na casa do proprietário dos objetos, mas a combinação entre as partes é livre.

O Prete permite ainda ganhar dinheiro com o aluguel dos objetos e, inclusive, organizar um calendário de “empréstimo” diário, semanal, quinzenal ou mensal.

O app cobra uma taxa de 20% sobre o valor do aluguel e permite, ao final, a avaliação do item emprestado e também do proprietário dele.

O que achou do nosso guia de plataformas de aluguel?

Esperamos que nossa lista tenha ficado bem completinha e que você consiga viver e respirar a economia colaborativa a partir de hoje – se é que já não faz.

Como você pôde ver, não nos faltam formas de reduzir gastos, pagando somente pelo tempo que utilizamos determinado bem. E ainda de quebra, podemos ajudar a reduzir o impacto ambiental e tornar o mundo melhor para todos.

Vamos juntos? 🙂

E vê se não sai daqui sem antes deixar aquele comentário maroto sobre o que achou deste artigo, tudo bem? 

Até o próximo, que sai logo, logo!

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